QUARTEL DA POLICIA (EM NATAL)
1. RAÍZES DO LEVANTE
2. DIAS DE LUTO PARA O BRASIL
a. Desgoverno Bolchevista - Em NATAL Antecipando-se de quatro dias à data prevista nos planos comunistas, o movimento eclodiu em NATAL - RN, sábado, 23 de novembro de 1935. Alguns sargentos, cabos e soldados rebelados, no 21º Batalhão de caçadores tiraram partido do meio expediente e, com o auxílio de civis extremistas, prenderam o oficial-de-dia, apoderando-se do armamento e munição existentes. O Governador do Estado e seus auxiliares ao tomarem conhecimento da revolução, refugiaram-se no Consulado do CHILE. O Coronel JOSÉ OTAVIANO PINTO SOARES, comandante do Batalhão, sem meios para reagir procurou o quartel da Polícia Militar, onde, juntamente com seu comandante, o Major LUÍS JÚLIO, organizaram heróica resistência até a manhã seguinte quando foram obrigados a render-se por falta absoluta de munição. Cassada a última resistência, a cidade caiu inteiramente nas mãos dos comunistas. O "COMITÊ POPULAR REVOLUCIONÁRIO", que por três dias dirigiu o RIO GRANDE DO NORTE, tinha como Ministro do Interior o funcionário LAURO CORTEZ LAGO, cérebro da revolta; Ministro da Defesa, o sargento QUINTINO CLEMENTINO DE BARROS, da Banda de Música do 21º BC; Ministro do Abastecimento, o sapateiro JOSÉ PRAXEDES DE ANDRADE; Ministro das Finanças, o 6 funcionário dos Correios e Telégrafos, JOSÉ MACEDO; Ministro da Viação, o estudante JOÃO BATISTA GALVÃO. Por outro lado, assumiram o comando da Guarnição Federal e do 21º BC, respectivamente, o sargento ELIZIEL DINIZ HENRIQUES e o cabo ESTEVÃO. Cenas impressionantes ocorreram nessa ocasião. No dizer de ENOQUE GARCIA, "começou a caça aos automóveis e caminhões públicos e particulares para as farras sangrentas da turma que praticou violência em todos os matizes. Três dias e três noites de horror e desespero viveu a população pacata de NATAL, constrangida a assistir, inerte, a dramaticidade dessas horas trágicas. Saques, estupros e arrombamentos sucederam-se. Os cofres do Banco do Brasil, da Delegacia Fiscal e da Recebedoria de Rendas, depois de abertos a maçarico, foram esvaziados. Segundo posterior depoimento do Ministro da Viação, o povo de NATAL topou a revolução por pura farra. Saquearam o depósito de material do 21º BC e todos passaram logo a andar fardados". Visando a conquistar o restante do Estado, os vermelhos organizaram-se em três colunas, chegando a ocupar as localidades de CEARÁ-MIRIM, BAIXA VERDE, SÃO JOSÉ DO MIPIBU, SANTA CRUZ e CANGUARETAMA. A contra-revolução veio do interior. O chefe político do município de SERIDÓ, DINARTE MARIZ, mais tarde Governador do Estado, reuniu uma força de sertanejos escassamente armados e conseguiu surpreender e dizimar a principal das três colunas, na SERRA DO DOUTOR. Ao mesmo tempo, o "COMITÊ POPULAR" tomava conhecimento do fracasso da revolta em PERNAMBUCO e dos preparativos do 20º BC, de ALAGOAS, juntamente com a Polícia Militar da PARAÍBA, para invadir o Estado. Não havia mais esperanças de reforços. Só restava debandar... E os componentes do "único governo comunista que se implantou no BRASIL" abandonaram NATAL, atabalhoadamente, carregando consigo a vultuosa quantia de três mil contos subtraídos dos cofres arrombados. Tropas do Exército e das Polícias Estaduais capturaram em pouco tempo todos os implicados, que passaram a responder perante a justiça por quase vinte mortes. Triste e inglório epílogo.
a. Desgoverno Bolchevista - Em NATAL Antecipando-se de quatro dias à data prevista nos planos comunistas, o movimento eclodiu em NATAL - RN, sábado, 23 de novembro de 1935. Alguns sargentos, cabos e soldados rebelados, no 21º Batalhão de caçadores tiraram partido do meio expediente e, com o auxílio de civis extremistas, prenderam o oficial-de-dia, apoderando-se do armamento e munição existentes. O Governador do Estado e seus auxiliares ao tomarem conhecimento da revolução, refugiaram-se no Consulado do CHILE. O Coronel JOSÉ OTAVIANO PINTO SOARES, comandante do Batalhão, sem meios para reagir procurou o quartel da Polícia Militar, onde, juntamente com seu comandante, o Major LUÍS JÚLIO, organizaram heróica resistência até a manhã seguinte quando foram obrigados a render-se por falta absoluta de munição. Cassada a última resistência, a cidade caiu inteiramente nas mãos dos comunistas. O "COMITÊ POPULAR REVOLUCIONÁRIO", que por três dias dirigiu o RIO GRANDE DO NORTE, tinha como Ministro do Interior o funcionário LAURO CORTEZ LAGO, cérebro da revolta; Ministro da Defesa, o sargento QUINTINO CLEMENTINO DE BARROS, da Banda de Música do 21º BC; Ministro do Abastecimento, o sapateiro JOSÉ PRAXEDES DE ANDRADE; Ministro das Finanças, o 6 funcionário dos Correios e Telégrafos, JOSÉ MACEDO; Ministro da Viação, o estudante JOÃO BATISTA GALVÃO. Por outro lado, assumiram o comando da Guarnição Federal e do 21º BC, respectivamente, o sargento ELIZIEL DINIZ HENRIQUES e o cabo ESTEVÃO. Cenas impressionantes ocorreram nessa ocasião. No dizer de ENOQUE GARCIA, "começou a caça aos automóveis e caminhões públicos e particulares para as farras sangrentas da turma que praticou violência em todos os matizes. Três dias e três noites de horror e desespero viveu a população pacata de NATAL, constrangida a assistir, inerte, a dramaticidade dessas horas trágicas. Saques, estupros e arrombamentos sucederam-se. Os cofres do Banco do Brasil, da Delegacia Fiscal e da Recebedoria de Rendas, depois de abertos a maçarico, foram esvaziados. Segundo posterior depoimento do Ministro da Viação, o povo de NATAL topou a revolução por pura farra. Saquearam o depósito de material do 21º BC e todos passaram logo a andar fardados". Visando a conquistar o restante do Estado, os vermelhos organizaram-se em três colunas, chegando a ocupar as localidades de CEARÁ-MIRIM, BAIXA VERDE, SÃO JOSÉ DO MIPIBU, SANTA CRUZ e CANGUARETAMA. A contra-revolução veio do interior. O chefe político do município de SERIDÓ, DINARTE MARIZ, mais tarde Governador do Estado, reuniu uma força de sertanejos escassamente armados e conseguiu surpreender e dizimar a principal das três colunas, na SERRA DO DOUTOR. Ao mesmo tempo, o "COMITÊ POPULAR" tomava conhecimento do fracasso da revolta em PERNAMBUCO e dos preparativos do 20º BC, de ALAGOAS, juntamente com a Polícia Militar da PARAÍBA, para invadir o Estado. Não havia mais esperanças de reforços. Só restava debandar... E os componentes do "único governo comunista que se implantou no BRASIL" abandonaram NATAL, atabalhoadamente, carregando consigo a vultuosa quantia de três mil contos subtraídos dos cofres arrombados. Tropas do Exército e das Polícias Estaduais capturaram em pouco tempo todos os implicados, que passaram a responder perante a justiça por quase vinte mortes. Triste e inglório epílogo.
