Translate

sábado, 30 de abril de 2016

EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO COMUNISMO NO BRASIL (PARTE II)



VITIMA DO COMUNISMO NO BRASIL
Continuação:
Resultado de imagem para luiz carlos prestes
C. O Falso "Cavaleiro da Esperança" 
Luís Carlos Prestes adquiriu renome nacional após a revolução de 1924, quando chefiou um grupo de revolucionários que percorreu, durante três anos, sempre perseguido por tropas legalistas, grande parte do território brasileiro, integrando a coluna que acabaria tomando seu nome. Dessa façanha derivou-lhe o cognome de "Cavaleiro da Esperança". Após a referida aventura, Prestes declinou tristemente para o abismo ideológico. Já na Bolívia, onde sua coluna derrotada internou-se, foi procurado, em Porto Suarez, por Astrogildo Pereira, um dos dirigentes fundadores do PCB, do qual recebeu, após longas conversações, várias obras de doutrinação marxista-leninista. A semente estava lançada. Em 1930 alguém lembrou o nome de Luiz Carlos Prestes para a chefia militar da revolução. Convocado de Buenos Aires, onde se encontrava, entrevistou-se demoradamente com Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha. De regresso à Argentina, Preste lançou um manifesto no qual condenava a revolução que se articulava e fazia nova profissão de fé, aderindo ao comunismo. Mais tarde, em 1931, os agentes soviéticos Marx e Olga Pandarskye, convenceram-no a seguir para a URSS, a fim de melhorar sua educação comunista. Durante alguns anos realizou cursos de liderança e capacitação marxista-leninista em Moscou, chegando a ser eleito membro do Comitê Executivo do COMINTERN. Regressou ao Brasil, em abril de 1935, para assumir a liderança do movimento comunista, tornando-se ainda o Presidente de Honra da Aliança Nacional Libertadora e mentor da intentona que se preparava. Transformou-se em fanático do credo vermelho, abdicando de seus próprios sentimentos nacionalistas, em nome dos quais desfraldara a bandeira de rebeldia e que lhe dera, anos atrás, o cognome que não passou de uma legenda. Tal fato seria comprovado em 1946, quando, já anistiado e Senador da República, Prestes declarou no Senado Federal: "CASO O BRASIL ESTIVESSE EM GUERRA COM A UNIÃO SOVIÉTICA, JAMAIS PEGARIA EM ARMAS CONTRA ESTA". 
D. As Ideologias
As Ideologias Extremadas dos Anos 30 No Brasil, como no resto do mundo, durante a década de 30, degladiavam-se duas correntes ideológicas, carregadas de antagonismos irreconciliáveis, provindas de modelos europeus: o Comunismo e o Fascismo. O Fascismo, traduziu-se, em nosso país, desde 1932, pelo Movimento Integralista, liderado pelo escritor Plínio Salgado. Enquanto o Comunismo procurava conquistar o proletariado, o Integralismo voltava-se para a classe média. A trilogia "Deus, Pátria e Família", que lhe servia de lema, adequava-se bem ao espírito dos brasileiros. Apesar do elevado desígnio de oferecer barreira à infiltração vermelha, angariando a simpatia de várias correntes cristãs e atraindo altos dignatários da Igreja, do Governo e das Forças Armadas, o movimento fundamentava-se, à semelhança do comunismo, em concepção totalitarista: um chefe e um partido únicos. Sua simbologia imitava os padrões de Hitler e Mussollini: camisa verde, saudação 4 "anauê" e as demonstrações militarizadas, convertidas em desfiles e paradas. Não teve longa existência. Esgotou-se em maio de 1938, no golpe frustado contra o Palácio Guanabara, na tentativa de depor Getúlio Vargas. O Comunismo, revigorado pela adesão de Prestes, conseguiu grande expansão, infiltrando-se inclusive nas Forças Armadas. Nestas, vários jovens oficiais, em geral doutrinados desde seus tempos acadêmicos e insatisfeitos com os rumos da Revolução de 1930, passaram-se às fileiras vermelhas, seduzidos pela personalidade do líder e pelas falaciosas fórmulas de renovação política e social, oferecidas nas resoluções do PCB. 
E. Aliança Nacional Libertadora (ANL) 
- Sombra do PCB À medida que o PCB crescia aumentavam as dificuldades. Os atritos com o integralismo multiplicaram-se, gerando muitas vezes choques sangrentos. Em conseqüência, sentiram os líderes do PC a necessidade de criar uma Frente ostensiva, mascarando a base ideológica e permitindo o trabalho político legal para a conquista do Poder. Resolvidos a tomar a ofensiva, fundaram, em 30 de março de 1935, a Aliança Nacional Libertadora, organização de fachada, dentro da pura técnica das frentes-unidas que, em todos os países, constituem verdadeiras filiais do Partido Comunista. Assim a ANL não expressava somente o antifascismo como apregoava; na verdade constituía uma Frente. Embora nem todos os aliancistas fossem obrigatoriamente comunistas, a orientação e as decisões eram formuladas integralmente pelo PCB. PRESTES, ACLAMADO PRESIDENTE DE HONRA DA ANL, DECLAROU: "TOMAMOS O ÚNICO CAMINHO QUE NOS PODERÁ LEVAR AO PODER SOVIÉTICO E AO SOCIALISMO". Em discurso proferido no VII Congresso da 3ª Internacional, o delegado holandês Van Mine, membro do Comitê Executivo do COMINTERN e relator dos assuntos relativos à América do Sul disse: "Devo expor a todos os camaradas que se interessam pelo desenvolvimento e expansão do comunismo na América Meridional que no Brasil já existe uma ampla e bem organizada associação, denominada Aliança Nacional Libertadora, da qual já participa grande número de oficiais do Exército e da Marinha Brasileira. Essa associação foi criada sob a orientação secreta, mas direta, do Partido Comunista do Brasil, segundo as instruções confidenciais recebidas da Liga Soviética em Montevidéu. Essa Aliança segue cegamente as ordens do nosso bravo camarada Prestes, que foi em numerosos comícios públicos, realizados no Brasil, aclamado como seu chefe absoluto e Presidente de Honra".
 FAs Ordens Vinham de Moscou
As Ordens Vinham de Moscou Antecedendo-se à criação da ANL, em fins de 1934 as Conferências Comunistas da Grande Ásia e da América Latina, já haviam deliberado desferir a revolução comunista no Brasil, mesmo sem condições ideais para a eclosão. A decisão foi tomada por sugestão do russo Manuilsky e de delegados brasileiros, que acreditavam ser preferível uma ação rápida e violenta a uma demorada ação subversiva. 5 Para preparar e dirigir o movimento armado, o COMINTERN enviou o agitador internacional Artur Ernest ou Harry Berger, ex-deputado comunista do Parlamento da Alemanha, processado em seu país natal por alta traição. Além dele chegaram Rodolpho Guioldi, Secretário Geral do PC Argentino, Leon Jules Vallée e outros. Aproveitando-se da cobertura fornecida pela ANL, da assessoria estrangeira e do regresso de PRESTES, o PC entrou em fase de grande movimentação: intrigava, conspirava, aliciava em todos os setores; realizava infiltrações em sindicatos e, particularmente, nos quartéis... em sua tática de jogar uns contra os outros, o esquema nacional da agitação ordenou que, em SÃO PAULO e no RIO GRANDE DO SUL, a ANL pregasse o separatismo; no RIO DE JANEIRO, que mobilizasse a opinião pública contra os separatistas paulistas e gaúchos; enquanto no norte e nordeste, realizasse protestos contra os reconhecidos privilégios do Sul. A técnica subversiva despertou a atenção das autoridades. A 11 de julho de 1935, o Governo determinou o fechamento da Aliança Nacional Libertadora e a dissolução de outras frentes congêneres: "UNIÃO FEMININA DO BRASIL" e a "ALIANÇA POR PÃO, TERRA E LIBERDADE", passando os comunistas a enfrentar crescentes dificuldades em suas atividades de agitação e propaganda. Apesar de tudo, o COMINTERN exigia ação. PRESTES, premido entre dois fogos, deu a palavra de ordem da revolução. Em novembro desencadeou-se a tresloucada intentona que, apesar de sua efêmera duração, manchou com o sangue generoso de numerosos brasileiros algumas páginas tristes da História Pátria. 


(CONTINUA)...

Nenhum comentário:

Postar um comentário