DEPUTADO GLAUBER BRAGA ASSUME O LUGAR DE BOLSONARO?
No entanto, durante o mandato de Jair Bolsonaro algumas coisas aconteceram e essas “verdades” foram modificadas.
Durante debates na Câmara e no Senado o protagonismo na defesa dos direitos dos militares mais humildes não foi de parlamentares ligados a Jair Bolsonaro, tais como Hélio Lopes e Peternelli. Durante o debate quem se destacou foram líderes de esquerda, um deles foi o Glauber Braga e Marcelo Freixo, que – pelo destaque alcançado e risco aos propósitos políticos da cúpula armada – chegaram a ser monitorados pelo sistema de inteligência do Exército Brasileiro.
Um dos fatores preponderantes para o afastamento entre os militares e Jair Bolsonaro foi a reestruturação das carreiras, que implementou mudanças salariais e no alcance do sistema de saúde, prejudicando com isso principalmente as patentes mais baixas e viúvas de militares de graduações como cabos, sargentos e soldados, conhecidas como pensionistas.
Um outro dos fatores foi a verdadeira caça às bruxas empreendida contra militares, que de alguma forma, posicionaram-se publicamente contra essas situações. Muitos deles foram indiciados em processos administrativos e alguns foram punidos até com detenção. E o presidente Bolsonaro, mesmo ciente disso tudo, foi acusado pelos sargentos de não tentar intervir de forma alguma em favor daqueles que faziam exatamente o que ele fez quando era um simples capitão da ativa, que foi lutar por melhorias salariais e condições dignas de trabalho dos militares.
Sem entrar em detalhes sobre esse processo político todo, e seu reflexo, dentro das Forças Armadas, chegamos ao que é sugerido pela palavra "LUGAR DE BOLSONARO", colocada no sub-título do artigo. Hoje no Rio, ao invés de Jair Bolsonaro ou de qualquer outro parlamentar com ligações históricas com os militares, como Hélio Lopes, que é subtenente do Exército, reeleito pela influencia de ser amigo do presidente e conhecer muito bem os problemas dificuldades em que as praças de baixa patente sofrem e ao que são submetidos na caserna, ao contrario disso quem desponta e já é inclusive pela apontado pela imprensa como aquele que representa as baixas patentes, é o deputado federal Glauber Braga, do PSol.
Durante todo o mandato de Bolsonaro o deputado Glauber Braga empreendeu verdadeiros embates com oficiais generais das Forças Armadas que lutavam para não perder os privilégios a eles atribuidos com maior salário de todos os tempos. A atitude acabou inaugurando uma postura diferente, mais ousada da parte dos parlamentares ao debater com colegas de câmara que usam – ilegalmente por sinal – o prenome General.
O próprio uso da palavra acabava intimidando o debate porque ficava a impressão que o posicionamento de tais oficiais-parlamentares carrega em si o apoio e a visão do próprio Exército.
Glauber Braga durante sua campanha em 2018 teve vários encontros com militares das Forças Armadas e tem publicado diversas notas informando que pretende logo no início do mandato convocar uma audiência pública para discutir questões relacionadas aos militares das Forças Armadas.
E por essa causa conseguiu sua eleição pelo Estado do Rio de Janeiro
com boa margem de votos.
Fonte de consulta: Revista sociedade militar
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